4 causas do hipertireoidismo: conheça e previna-se
O hipertireoidismo é uma doença que ocorre quando há uma produção excessiva dos hormônios tireoidianos, o T3 (triiodotironina) e o t4 (tetraiodotironina). O resultado desse excesso é um desequilíbrio no nosso organismo, que se manifesta através de diversos sintomas. Entre esses sintomas podemos citar: insônia, perda de peso, taquicardia, arritmia, retração das pálpebras, calor excessivo, sudorese, bócio, diarreia, dentre outros.
Existem diferentes causas do hipertireoidismo, nos parágrafos a seguir falaremos das quatro principais. Confira!
Causas do hipertireoidismo
Veja a seguir quais são as quatro principais causas de do hipertireoidismo.
Doença de Graves
A doença de Graves é a causa mais comum do hipertireoidismo, sendo responsável por cerca de 60 a 80% dos casos. Ela é uma doença auto-imune em que o organismo produz anticorpos contra a tireoide, provocando o seu mau funcionamento.
Ela é mais comum em mulheres abaixo dos 40 anos, entretanto, pacientes que possuem parentes com doença de Graves ou de outras doenças auto-imunes (diabetes tipo 1, vitiligo, anemia perniciosa) devem ficar atentos. Além disso, gravidez, tabagismo e estresse físico e emocional podem ser um gatilho para o surgimento da doença.
Doença de Plummer
Também conhecida como bócio nodular tóxico, essa é a segunda causa mais comum do hipertireoidismo. Ela é causada pela presença de uma adenoma tóxico, um nódulo benigno que aparece na região da tireoide, sendo que esse nódulo é quem produz o excesso de hormônio, responsável por desregular o organismo
Tireoidite
A tireoidite é uma inflamação da tireoide, resultando na destruição das células da glândula na consequente liberação de hormônios na circulação sanguínea. A tireoidite pode aparecer no pós-parto, de forma leve ou moderada, que pode vir seguido de hipotireoidismo. O tipo mais comum é conhecido como Tireoidite de Hashimoto.
Uso de medicamentos
Outra importante causa do hipertireoidismo é o uso de medicamentos. Dentre eles podemos citar algumas medicações que são utilizadas no tratamento de cânceres. Paciente que fazem uso de amiodarona, interferon alfa e lítio devem ser monitorados regularmente.
Hipertireoidismo: últimas considerações
Vale ressaltar que o paciente deve ficar atento a quaisquer alterações no seu organismo ou aparecimento de sintomas, e procurar um médico especialista assim que esses sintomas surgirem.
Além disso, a realização de exames médicos e laboratoriais periódicos aumentam as chances de diagnóstico precoces de doenças, aumentam a eficácia de tratamentos e melhoram o prognóstico da doença.
Câncer de cabeça e pescoço: Saiba tudo sobre a doença
O câncer de cabeça e pescoço pode ocorrer em diferentes órgãos que estão presentes nesta parte do corpo. Em geral, ele acomete a pele da face e couro cabeludo, a boca (lábios, língua, gengiva, bochecha), faringe, laringe, glândulas salivares, seios da face ou tireoide. Existem diferentes fatores de risco e sintomas associados a cada um desses tumores.
Preparamos este artigo com o intuito de que você entenda mais sobre o assunto e seja capaz de identificar os primeiros sintomas para procurar ajuda especializada. Além disso, nos próximos parágrafos falaremos também como é feito o diagnóstico, quais são os principais fatores de risco e, ainda, o que você deve fazer para preveni-los. Confira!
Quais sãos os principais fatores de risco?
É importante dizer que para cada tipo de câncer existem diferentes fatores de risco envolvidos. Vale lembrar que para todos os tipos de câncer o estilo de vida e condições hereditárias também são fatores de risco. Veja a seguir quais são os principais fatores de risco para os cânceres de cabeça e pescoço.
Boca, faringe e laringe
Dentre os principais fatores de risco para os cânceres que acometem a boca, a faringe e a laringe é possível destacar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. Em tabagismo estão incluídos o consumo de cigarros, mascar tabaco, charuto, cachimbo narguilé e outros vaporizadores.
O consumo de bebidas alcoólicas também é determinante na presença de tumores. Cerca de 70% dos pacientes que são diagnosticados com câncer de orofaringe são alcoólatras. Além disso, o risco de desenvolver um câncer na boca, orofaringe e laringe pode ser até 10 vezes maior nas pessoas que associam o uso de cigarro e de bebidas alcoólicas.
Outro importante fator de risco para o aparecimento de tumores de cabeça e pescoço é a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). Esse vírus é transmitido sexual pelo sexo sem proteção e tem sido o responsável pelo aumento de casos de câncer entre pessoas mais jovens. Até mesmo entre aqueles que não são fumantes ou não consomem álcool.
Estudos mostraram que a infecção por HPV está associada a presença de câncer na orofaringe, região que engloba o palato mole, base a língua, tonsilas palatinas e parte posterior.
Tireoide
No caso do câncer de tireoide, é possível citar como principal fator de risco a exposição à radiação ionizante. Esse tipo de radiação está presente em alguns tratamentos médicos, além de ser resultante de acidentes nucleares.
Por mais que esta causa seja menos comum nos cânceres de tireoide, ela é determinante para pessoas que são expostas a este tipo de radiação.
Principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço
Conhecer quais são os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço é fundamental, já que permite ao paciente procurar auxílio de um médico-cirurgião especialista. Com isso, os tumores podem ser detectados precocemente, aumentando a eficácia do tratamento e ainda melhorando o prognóstico da doença.
Dentre os sintomas que é importante ficar atento, principalmente se eles persistirem por mais de 2 a 3 semanas, estão:
Feridas, lesões, úlceras e aftas na boca, língua, gengiva, bochecha, céu da boca, e garganta que não cicatrizam;
Manchas brancas ou vermelhas na boca, língua, gengiva, bochecha, céu da boca e garganta;
Inchaços persistentes na região da cabeça e pescoço;
Sensação de formigamento na mandíbula;
Dores de cabeça constantes;
Infecções frequentes que não respondem a tratamentos com antibiótico.
Na presença de qualquer um desses sintomas, é essencial consultar um médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.
Como é feito o diagnóstico
Uma vez que o paciente percebe algum dos sintomas mencionados anteriormente e procura um médico, será dada início à etapa de diagnóstico. Um bom diagnóstico deve ser acompanhado por diversos exames, que serão solicitados de acordo com a avaliação médica.
Além disso, o médico pode tanto solicitar quanto conduzir alguns exames complementares que podem ser necessários para o diagnóstico e confirmação de tumores na cabeça e pescoço. Veja a seguir como é feito o diagnóstico.
Histórico do paciente
Durante a consulta, o médico irá conversar com o paciente para conhecer o seu histórico médico e familiar de doenças. O médico irá perguntar quando os primeiros sintomas apareceram, se há casos de tumores na família e quais são esses tumores, qual é o estilo de vida do paciente (alimentação, tabagismo, prática de exercícios físicos), se o paciente já teve algum outro tipo de tumor, dentre outras perguntas que sejam relevantes para o caso.
Exame físico
Ainda durante a consulta, o médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço irá fazer um exame físico do paciente. Serão avaliadas diversas características da boca, garganta e pescoço, observando-se a coloração e aspecto da mucosa, palpação da região para verificar a presença de nódulos e permitir identificar pontos de dor e inchaço.
Videolaringoscopia
A videolaringoscopia é um exame que é realizado para que as vias aéreas superiores (cavidade nasal, cavidade oral, laringe e faringe) possam ser observadas. É um dos principais exames para o diagnóstico de diferentes doenças que podem acometer a laringe, incluindo as cordas vocais.
O exame é realizado com a inserção de um aparelho pela boca e que possui uma câmera na ponta. As imagens são transmitidas em tempo real para um monitor. Este é um procedimento bastante simples, que exige apenas uma leve anestesia local aplicada com spray, podendo gerar apenas um leve desconforto para o paciente.
Nasofibrolaringoscopia
A nasofibrolaringoscopia é bastante semelhante à videolaringoscopia e também permite ao médico realizar uma análise detalhada das estruturas das vias aéreas superiores. Ele pode ser realizado no consultório, durante a consulta médica, e dura apenas cerca de 10 minutos.
Tomografia computadorizada
É um tipo de aparelho de raio-x que é capaz de captar imagens detalhadas que são capazes de reconstruir tridimensionalmente qualquer parte do corpo. Em alguns casos pode ser necessária a aplicação de contraste de iodo para que as estruturas possam ser melhor observadas.
Ultrassom
A ultrassonografia também é um exame de imagem realizado com o auxílio de um aparelho que emite ondas sonoras que atingem os órgãos fazendo com que um eco retorne. O equipamento é capaz de detectar esse eco e transformá-lo em imagem.
Em alguns casos o aparelho é equipado com um doppler, que permite avaliar o fluxo sanguíneo na região. A ultrassonografia é um exame simples e indolor que pode ser realizado no consultório médico, sendo de grande importância na avaliação de tumores na tireoide, glândulas salivares e outras estruturas do pescoço.
Ressonância magnética
A ressonância magnética (MRI) é realizada através de um equipamento que é capaz de interagir com o nosso organismo através de pulsos de radiofrequência e campos magnéticos.
Durante o exame é feita a captura e recriação das imagens em alta definição e em diferentes planos: vertical, horizontal e em camadas. Ele não utiliza ou emite radiação, o que torna o exame relativamente caro, quando comparado com os exames mencionados anteriormente.
Também é utilizado no diagnóstico de esclerose múltipla, tendinite, diversas enfermidades ósseas, cardíacas, neurológicas, abdominais e cervicais.
Biópsia
Por último, mas não menos importante, as biópsias são ferramentas essenciais no diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço. Ela consiste na retirada e um pequeno fragmento do tumor, que é enviado para a análise laboratorial. Através deste pequeno pedaço é possível analisar as características das células que formam o tumor e até mesmo determinar se este é um tumor maligno ou benigno.
A biópsia pode ser realizada de duas formas:
Punção aspirativa por agulha fina: muito utilizado no diagnóstico de câncer de tireoide. O procedimento é realizado com anestesia local, portanto o paciente não sente dor ou sente apenas um desconforto local que é suportável;
Cirurgia: em muitos casos, dependendo do tamanho ou da localização do tumor, o médico pode optar pela remoção cirúrgica do tumor. Em seguida, um pequeno fragmento deste tumor é removido e enviado para a análise laboratorial.
Saiba como se prevenir
Ser capaz de reconhecer os sintomas de câncer de cabeça e pescoço é importante para procurar ajuda médica precocemente e aumentar a eficácia do tratamento. Entretanto, mais importante do que isso é a prevenção dos tumores.
Existem diversas medidas que podem ser tomadas pelo paciente para prevenir diversos tipos de câncer. São elas:
Manter uma alimentação saudável: evitar o consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados, dando preferência a alimentos frescos, tais como frutas, legumes e verduras;
Fazer atividade física regularmente: cerca de 30 minutos por dia já são suficientes. Além disso, a prática ainda melhora a disposição, a capacidade cardiovascular, capacidade de concentração e ainda auxilia na manutenção ou na perda de peso;
Vacinação contra o HPV: a vacina que é ministrada atualmente é ativa contra o subtipo do HPV que está relacionado com o câncer de orofaringe;
Usar preservativos: como o HPV é uma doença sexualmente transmissível, é fundamental a prática de sexo seguro com o uso de preservativos;
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas: o consumo de bebidas alcoólicas está fortemente associado ao câncer de boca, principalmente quando associado ao cigarro;
Evitar o cigarro: outro importante fator de risco para os cânceres de cabeça e pescoço é o consumo de cigarros, charutos, cachimbos, narguilé, mascar tabaco e vaporizados. Portanto, também deve ser evitado ou mesmo interrompido.
Além disso, a realização de consultas médicas e exames periódicos é fundamental para acompanhar a sua saúde. Permitindo que diferentes doenças, não apenas tumores, sejam detectados precocemente.
Ao ser diagnosticado com um tumor é comum que os pacientes fiquem apreensivos. Entretanto, antes de se preocupar, é importante ter certeza se o tumor é maligno ou benigno. Afinal de contas, nem todo tumor é sinônimo de câncer.
Nos próximo parágrafos falaremos como saber se um tumor é benigno ou maligno e quais são os primeiros sintomas que um tumor pode ter. Confira!
Diferenças entre tumor benigno e maligno
O corpo humano é capaz de se reparar e repor células. Isso é feito através da divisão e replicação das células, além da morte celular programada. Na maioria das vezes esse processo ocorre de forma ordenada. Entretanto, em alguns casos esse processo sai do controle e passa a ocorrer desordenadamente. Com o controle de divisão comprometido, ocorre um crescimento anormal das células o que resulta em tumores.
Existem dois tipos de tumor, cada um deles com características e implicações diferentes para os pacientes. Algumas das principais características deles são:
Benignos: as células crescem lentamente, não invadem outros tecidos e não provocam metástase. O tratamento consiste na remoção do tumor através de cirurgia;
Malignos: as células multiplicam rapidamente, podem invadir outros tecidos, podem causar metástase. Os tumores malignos são chamados de câncer. O tratamento deve ser avaliado pelo médico caso a caso, dentre as opções de tratamento há a remoção cirúrgica, radioterapia e quimioterapia, entre outros
Como saber se um tumor é benigno ou maligno
A única forma de saber se um tumor é benigno ou maligno é procurando a ajuda de um médico especialista. Durante a consulta, o médico irá fazer um levantamento do histórico médico do paciente, um exame físico e ainda solicitar exames complementares para a confirmação do tipo de tumor.
Os exames incluem exames de imagem (tais como a ultrassonografia, mamografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, dentre outros), punções aspirativas por agulha fina, bem como diversos exames laboratoriais.
O mais importante é procurar a opinião médica assim que qualquer sintoma surgir. O diagnóstico precoce para tumores malignos é extremamente importante e pode aumentar as chances de sucesso do tratamento. Por mais que alguns sintomas variem conforme o tipo de câncer, dentre os sintomas mais comumente observados, podemos citar:
Perda de peso sem causa aparente;
Dificuldade para se alimentar;
Feridas na boca, garganta, ou nódulos que não cicatrizam após 2 semanas
Cansaço constante;
Caroço em algum local do corpo que provoque dor ou não, e que não regridem, ou mesmo aumentem após semanas;
Dor contínua;
Hematomas e sangramentos;
Dores de cabeça frequentes, acompanhadas ou não de vômito;
O que é a tireoglobulina? Para que serve nos casos de câncer de tireoide?
A dosagem da tireoglobulina no sangue é um importante exame laboratorial para pacientes diagnosticados com câncer de tireoide. O médico especialista utiliza este teste para realizar o acompanhamento do tratamento de câncer.
Neste artigo iremos explicar o que é a tireoglobulina, para que ela serve nos casos de câncer de tireoide e quando o exame deve ser realizado.
O que é a tireoglobulina?
A tireoglobulina é uma proteína produzida pelas células que formam a glândula tireoide. A produção pode ocorrer tanto em células normais como em células tumorais. A dosagem desta proteína é feita através de exames de sangue.
O tratamento mais recomendado para o câncer de tireoide é a tireoidectomia, ou seja, uma cirurgia para a remoção da glândula. Portanto, quando a glândula e as células tumorais são removidas, a quantidade de tireoglobulina no organismo irá diminuir.
Por isso, essa proteína tem um papel fundamental no acompanhamento de pacientes que passaram pela tireoidectomia. Já que caso a tireoide ou o tumor não sejam totalmente removidos, as células ainda continuarão a produzir tireoglobulina, que poderá ser detectadas através dos exames laboratoriais.
Para que serve nos casos de câncer de tireoide?
A tireoglobulina pode ser considerada como um marcador tumoral. Isso quer dizer que, quando a quantidade da proteína está aumentada no organismo, isso pode ser um indicativo da presença de um câncer.
É importante mencionar que nem todos os tipos de câncer de tireoide irão provocar um aumento da tireoglobulina. Entretanto, esse quadro está presente nos tipos mais comuns de câncer da tireoide, o papilífero e o folicular.
Além disso, a tireoglobulina também pode estar aumentada devido a outras doenças da tireoide, como hipertireoidismo, tireoidite e na presença de tumores benignos. Assim, é fundamental que o diagnóstico de câncer seja confirmado através da punção da tireoide.
Quando o exame é realizado?
A dosagem de tireoglobulina geralmente é realizada antes de iniciar o tratamento, sendo repetido periodicamente após a cirurgia e a radioiodoterapia. Assim, o médico terá um valor inicial da proteína e poderá comparar com os valores posteriores.
Desta forma, mesmo após o término do tratamento é recomendado que o paciente realize consultas periódicas com um médico especialista, bem como todos os exames sanguíneos e de imagem solicitados. Já que esses exames são fundamentais para que o médico possa acompanhar a evolução do paciente e a resposta aos tratamentos indicados.
É sempre importante lembrar que o diagnóstico precoce de um câncer aumenta significativamente as chances de tratamento e de cura. Portanto, ao perceber qualquer sintoma, procure um médico especialista.
Todo caso de câncer de tireoide precisa de radioiodoterapia após a cirurgia?
O tratamento mais recomendado para o câncer de tireoide é a CIRURGIA. Quando o câncer é descoberto em fases mais iniciais, as chances de cura podem chegar a cerca de 98%. Em algumas situações pode ser necessária a realização de radioiodoterapia. Mas, independentemente do sucesso do tratamento, os pacientes sempre possuem dúvidas de como a radioiodoterapia funciona.
Para tirar as suas dúvidas de como é diagnosticado o câncer de tireóide e se é necessária radioiodoterapia em todos os casos após a cirurgia, preparamos este artigo.
Diagnóstico de câncer de tireoide
Como o diagnóstico precoce é fundamental, vamos primeiro falar sobre os sintomas de câncer de tireoide e como diagnosticá-lo.
Pacientes que percebem a presença de nódulos ou ínguas na região do pescoço, dor na frente da garganta, dificuldade para engolir, alterações de voz repentinamente, tosse constante sem associação com gripes ou resfriados, devem procurar um médico especialista.
Além disso, são considerados pacientes com alto risco de desenvolver o câncer aqueles que possuem casos de câncer de tireoide na família ou que estão expostas à radiação, sugerimos fazer exames de ultrassom periódicos.
A confirmação do diagnóstico de câncer na tireoide é feita através da punção aspirativa por agulha fina. Este procedimento permite a coleta de células diretamente do nódulo e a posterior análise destas células no microscópio.
Câncer de tireoide precisa de radioiodoterapia?
Como falamos acima, o câncer de tireoide tem cura, e para isso é fundamental que não apenas o diagnóstico seja na fase inicial da doença, mas também seguir todas as orientações de tratamento que o médico passar.
A primeira medida será a realização da tireoidectomia, que é a remoção parcial ou total da tireoide. Isso é feito para remover todas as células malignas e diminuir as chances de volta da doença.
De acordo com diversas características, como idade do paciente, sinais de agressividade do tumor removido, tamanho do tumor, presença ou não de metástases no pescoço, é que indicamos ou não a radioiodoterapia. Lembrando que na maioria dos casos de tumores pequenos, em pacientes jovens, a radioiodoterapia não se faz necessária.
Cerca de 30 dias após a cirurgia, com o paciente em estado de hipotireoidismo é que o tratamento de radioiodoterapia pode ser iniciado. Além disso, o paciente também deverá evitar o consumo de qualquer alimento que contenha iodo.
Durante a radioiodoterapia o paciente deverá permanecer internado. Isso porque ele irá ingerir uma dose de iodo radioativo e essa radiação será eliminada através da urina, fezes e até mesmo da pele. Com a internação o paciente não correrá o risco de contaminar outras pessoas ou o ambiente.
A boa notícia é que além de ter poucos efeitos colaterais, em geral, eles não comprometem a qualidade de vida do paciente. Dentre esses efeitos podemos citar a inflamação das glândulas salivares e algumas alterações no paladar.
Ao receber o diagnóstico de um adenoma de paratireóide muitas dúvidas podem surgir. Entretanto, provavelmente a mais frequente é justamente se ele tem tratamento e qual é esse tratamento.
Para te ajudar a entender melhor e a responder às suas dúvidas, preparamos este artigo.
O que é o Adenoma de paratireoide?
As paratireóides são um grupo de quatro glândulas que estão localizadas atrás da tireóide. A sua função é controlar a quantidade de cálcio no sangue através da secreção de um hormônio chamado paratormônio. Quando os níveis de cálcio estão baixo o hormônio é secretado para aumentar a sua absorção nos rins e a retirada dos ossos. Quando os níveis voltam ao normal a glândula para de secretar o hormônio.
Já o adenoma é um tipo benigno de tumor que afeta glândulas em geral, podendo ocorrer em outras partes do corpo. Portanto, o adenoma de paratireóide é a presença desse tumor benigno das glândulas paratireoides.
Com a presença desse tumor a função da glândula é afetada e ela passa a produzir mais paratormônio do que o necessário. A essa condição é dado o nome de hiperparatireoidismo. O resultado é um aumento dos níveis sanguíneos de cálcio e é quando os sintomas começam a ser percebido pelo paciente. A seguir falaremos mais a respeito deles.
Quais os sintomas?
Os sintomas do adenoma de paratireoide estão relacionados ao aumento dos níveis do cálcio no organismo, devido ao hiperparatireoidismo.
Os primeiros sinais que os pacientes geralmente percebem são fadiga, constipação, dificuldade de concentração, perda de memória, sonolência, podendo evoluir para perda de apetite, fraqueza muscular, dores abdominais, emagrecimento, náusea e vômito, arritmia cardíaca e depressão. Além disso, o paciente também pode perceber a presença de um nódulo no pescoço.
É importante mencionar que a alguns tumores malignos também podem afetar a paratireóide e produzir os mesmo sintomas. Por isso é fundamental que o paciente procure um médico assim que perceber a presença dos primeiros sintomas. Isso porque somente após a realização da biópsia é que o médico terá a confirmação se está lidando com um tumor benigno ou maligno.
Adenoma de paratireóide tem tratamento?
A boa notícia é que o adenoma de paratireoide tem tratamento e ele consiste na realização da paratireoidectomia, que é uma cirurgia para realizar a remoção da glândula. Nem sempre é preciso realizar a remoção das quatro glândula, como este é um tumor benigno ele pode ser retirado de forma localizada.
Entretanto cada caso deve ser avaliado individualmente por um médico especialista em cabeça e pescoço.
O hiperparatireoidismo é uma condição que surge quando o organismo produz paratormônio em excesso. Com o aumento deste hormônio, o funcionamento de diversos órgãos pode sofrer alterações.
Preparamos este artigo para que você entenda o que é o hiperparatireoidismo, quais os sinais e sintomas, como diagnosticar e como tratar. Vamos lá!
O que é hiperparatireoidismo?
As paratireóides são quatro glândulas que estão localizadas logo atrás da tireoide e são responsáveis por controlar a quantidade cálcio no sangue. Esse controle é feito através da secreção do paratormônio, ou PTH.
Quando a diminuição dos níveis de cálcio é detectada, a paratireóide secreta o PTH que irá promover a liberação de cálcio dos ossos e também fará com que o rim reabsorva uma quantidade maior de cálcio, que seria eliminado na urina. Este hormônio também é capaz de estimular a produção de vitamina D resultando no aumento da absorção intestinal do cálcio.
Logo que os níveis de cálcio atingem níveis satisfatórios, a produção de PTH é inibida. Entretanto, em algumas patologias, o nível deste hormônio permanece alto, é o chamado hiperparatireoidismo. Ou seja, a produção elevada do paratormônio.
Entre as causas do hiperparatireoidismo podemos citar a presença de adenomas, que são tumores benignos, ou a hiperplasia, que é o inchaço, da glândula. Entretanto, pode também ser o resultado da presença de um tumor maligno na região, apesar destes casos serem raros. Em cerca de 10% dos casos, a causa é do hiperparatireoidismo é genética.
Sintomas do hiperparatireoidismo?
Como o hiperparatireoidismo provoca o aumento dos níveis sanguíneos de cálcio, os sintomas estão associados com esse aumento. São eles:
Fraqueza muscular;
Perda de apetite;
Fadiga;
Emagrecimento sem causa aparente;
Prurido;
Constipação;
Náuseas e vômito;
Sonolência;
Dores abdominais;
Perda de memória;
Dificuldade de concentração;
Depressão;
Delírio;
Dores ósseas.
Caso a doença siga muito tempo sem ser diagnosticada ou tratada podem ocorrer úlceras duodenais, pancreatite, atrofia muscular, cólicas renais, insuficiência renal, hipertensão arterial e alterações visuais.
Diagnóstico e tratamento
Quando o médico suspeita de hiperparatireoidismo, diagnóstico pode ser feito através de exames laboratoriais e exames de imagem (por exemplo ultrassonografia) na região do pescoço. Quando a causa do aumento do PTH é a presença de tumores, o tratamento indicado é cirúrgico, com a remoção completa da glândula e do tumor.
Por isso é fundamental fazer exames médicos periódicos e procurar um médico especialista sempre que perceber a presença de qualquer sintoma.
Como fazer para cuidar da sua cicatriz após a tireoidectomia
A boa recuperação da cicatriz após a tireoidectomia depende muito do paciente seguir à risca todas as recomendações médicas. Algumas atividades devem ser evitadas e alguns cuidados são fundamentais nesse período.
Preparamos esse artigo com as principais recomendações para que você saiba como cuidar da cicatriz após a tireoidectomia.
Quando a tireoidectomia é realizada?
A tireoidectomia é o nome dado para a cirurgia realizada para fazer a remoção da glândula tireoide, que pode ser parcial ou total. Esse procedimento faz parte do tratamento de tumores na região, sejam eles benignos ou malignos. Por isso, é fundamental que o paciente fique atento ao aparecimento de caroços na região do pescoço e procure um médico caso perceba qualquer sintoma.
Por mais que este seja um procedimento de rotina, tenha bons resultados e raramente apresenta complicações. Geralmente o paciente fica internado por 1 dia apenas. Depois desse período, é fundamental cuidar da cicatriz da cirurgia, que fica no pescoço, ou seja, em um local bem visível. Por isso é tão importante cuidar dela adequadamente para garantir uma boa recuperação e uma cicatriz menos aparente.
Cuidados com a cicatriz após a tireoidectomia
É importante mencionar que já está disponível uma técnica cirúrgica que permite a realização da tireoidectomia sem cicatriz. Essa técnica é feita por meio de aparelhos de vídeocirurgia, e as cicatrizes ficam escondidas, sem ficar aparente no pescoço.
Para aqueles pacientes que realizarem a tireoidectomia pelo método convencional, com algumas medidas simples já é possível garantir uma boa recuperação. Veja a seguir quais são os cuidados que o paciente precisa ter para cuidar da cicatriz após a tireoidectomia:
Manter repouso na primeira semana após a cirurgia;
Evitar fazer movimentos bruscos com a cabeça;
Não levantar em excesso a cabeça, sendo ideal mantê-la em um ângulo de 30°;
Manter a ferida operatória sempre seca e limpa;
Trocar o curativo sempre que estiver sujo ou molhado;
Não expor a cicatriz ao sol por um período de 4 meses após a cirurgia;
Utilizar protetor solar com no mínimo FPS 60.
Utilizar no pós operatório uma placa ou pomadas de silicone, que diminuem o risco de formação de quelóides.
É comum o paciente sentir um pouco de dificuldade para engolir alguns alimentos. Portanto, o paciente ainda pode optar pela ingestão de alimentos mais moles ou pastosos por alguns dias após a cirurgia.
É sempre importante ressaltar que após a realização da cirurgia de tireoide o paciente deve seguir todas as recomendações médicas. E ainda, caso surja qualquer sintoma o médico deve ser procurado o mais rapidamente possível.
Como cuidar da sua cicatriz após a cirurgia da tireoidectomia
Os cuidados corretos após uma cirurgia são essenciais para garantir a boa recuperação e não deixar marcas evidentes. Esta preocupação aumenta quando a cirurgia é realizada em locais visíveis, como é o caso da cicatriz da tireoidectomia.
Se você passou recentemente pelo procedimento ou precisará passar, é importante e essencial saber como cuidar da cicatriz após a cirurgia. Confira abaixo e descubra mais sobre os cuidados pós-operatórios.
O que é a tireoidectomia?
A tireoidectomia é um procedimento cirúrgico realizado para fazer a retirada parcial ou total da glândula tireoide. A cirurgia é indicada nos casos em que há tumores nesta importante glândula, sejam eles malignos ou benignos.
Esta cirurgia é rotineiramente realizada, com bons resultados e raras complicações. Mesmo assim, os pacientes sempre se preocupam em como a cicatriz vai ficar, uma vez que a região do pescoço é bastante visível.
Apesar de já existir uma nova técnica que permite a realização da tireoidectomia sem cicatriz aparente. Entretanto, esta ainda é uma técnica nova, realizada por poucos profissionais e nem todas as pessoas são candidatas a este tipo de cirurgia.
Cuidados pós-operatórios da cicatriz da tireoidectomia
Alguns cuidados no pós-operatório, garantem uma recuperação mais rápida e que a cicatriz da tireoidectomia não fique tão visível. Geralmente, o paciente recebe alta dentro de 1 ou dois dias.
A primeira semana deverá ser de repouso, ou seja, afastado das atividades regulares como trabalho, estudo e atividades físicas. Qualquer movimento brusco deve ser evitado e o paciente não deve abaixar a cabeça. O ideal é que ela fique inclinada, em um ângulo de 30°, evitando assim que a pele da região do pescoço fique esticada.
Para garantir uma boa cicatrização da cirurgia de remoção da tireoide é importante manter a ferida operatória sempre limpa e seca. Portanto, ao perceber que o curativo está molhado ou sujo é importante trocá-lo. Isto evitará infecções, que são uma das grandes vilões da boa cicatrização.
É importante ainda que o paciente evite que o local da cirurgia fique exposto ao sol por um período de pelo menos 4 meses após a realização da tireoidectomia. O recomendado é que o paciente utilize um protetor solar com o FPS 60 ou maior.
Tire todas as suas dúvidas e siga sempre as orientações do seu médico. E consulte um especialista caso qualquer sintoma apareça durante o seu tratamento.
Conhecer quais são os estágios do câncer de boca, qual a localização e se o câncer se disseminou para outras parte do corpo é extremamente importante para que o médico saiba qual é o prognóstico do paciente e qual o melhor tratamento.
Neste artigo vamos falar quais são os diferentes estágios do câncer de boca e como a classificação é feita.
Estágios do câncer de boca
Quando um paciente é diagnosticado com câncer, é realizada uma biópsia para terminar se o tumor é localizado, se afetou os linfonodos próximos ou, ainda, se já se espalhou para outros órgãos do corpo. São conhecidos 4 estágios diferentes do câncer de boca:
Estágio I: o tumor pode ter tamanho menor ou igual a 2 cm de diâmetro e é localizado, não afetando os linfonodos nem nenhum outro tecido;
Estágio II: quando o tumor possui entre 2 e 4 cm não acometendo os linfonodos ou qualquer outro tecido;
Estágio III: o tamanho do tumor é de 4 cm ou mais ou apresenta linfondos com metástase no pescoço
Estágio IV: pode se tratar de um tumor grande, que invade estruturas próximas, presença de metástases para linfonodos do pescoço, ou até metástase para outros órgãos.
Sintomas do câncer de boca
O diagnóstico precoce do câncer, nos estágios iniciais da doença, é fundamental para aumentar as chances de sucesso do tratamento do câncer de boca e a sobrevida. As estimativas apontam que entre 70 e 90% dos pacientes com câncer de bocas diagnosticados nos estágios I e II possuem uma sobrevida maior do que 5 anos. Por isso, é fundamental ficar atento aos seguintes sintomas:
Presença de manchas ou placas na gengiva, na língua, bochechas ou céu da boca que sejam esbranquiçadas e avermelhadas;
Qualquer lesão na boca ou nos lábios que seja persistente e que não cicatrize por mais de 15 dias;
Dificuldade para mastigar, engolir, movimentar a língua ou falar;
Sensação de ter algo na garganta;
Dito isso, caso perceba a presença de qualquer um dos sintomas mencionados é importante procurar um médico especialista para a realização de exames clínicos e laboratoriais.
Vale lembrar que alguns hábitos como o tabagismo e consumo regular de bebidas alcoólicas podem aumentar significativamente o risco do desenvolvimento do câncer de boca. Portanto, paciente que possuem estes hábitos devem realizar exames preventivos regularmente.
Além disso, a exposição do sol sem o uso de protetores labial e a má higiene bucal também estão entre as causas mais comuns de câncer de boca. Portanto, lembre-se de utilizar o protetor solar diariamente e sempre fazer a higienização bucal após as refeições.