Iodoterapia para câncer de tireóide: Conheça indicações, riscos e cuidados

Iodoterapia para câncer de tireóide: Conheça indicações, riscos e cuidados

Iodoterapia para câncer de tireóide: Conheça indicações, riscos e cuidados

Após o tratamento cirúrgico dos tumores malignos de tireóide, em alguns casos está indicado a complementação do tratamento, com um procedimento chamado iodoterapia ou radioiodoterapia.

Indicações da Iodoterapia

Este tratamento é indicado para a ablação de tecido de tireoide remanescente da cirurgia ou para tratar o câncer de tireoide que se disseminou para os gânglios linfáticos ou outros órgãos.

Atualmente a iodoterapia tem recebido indicações mais restritas, em menos casos. Mais evidências têm demonstrado que não são todos os pacientes que se beneficiam deste tratamento, e que o mesmo não é isento de riscos ou complicações.

A iodoterapia é amplamente indicada para pacientes com câncer de tireoide papilar ou folicular (câncer diferenciado da tireóide) classificados como moderado ou alto risco para recorrência, com base em critérios estabelecidos antes e após a cirurgia (idade, tamanho do tumor, metástases, entre outros). Mas, não é utilizada para tratar carcinomas anaplásicos e medulares da tireoide, porque estes tipos de câncer não captam iodo.

Cuidados e preparos da Iodoterapia

Existe um certo preparo para realização da Iodoterapia. Deve-se manter uma dieta pobre em iodo durante cerca de 2 semanas antes do tratamento. Isso significa evitar os alimentos que contêm sal iodado e corante vermelho, assim como produtos lácteos, ovos, marisco e soja.

O tratamento é mais eficaz em pacientes com níveis altos de hormônio estimulante da tireóide (TSH>30) no sangue. Essa substância estimula o tecido da tireoide (e também as células tumorais) a absorver o iodo radioativo. Se a tireoide foi removida, uma maneira de elevar os níveis de TSH é não administrar hormônios em comprimidos durante algumas semanas. Isso causa uma diminuição do nível de hormônios da tireoide (uma condição conhecida como hipotireoidismo), que por sua vez faz com que a hipófise libere mais TSH.

Este hipotireoidismo intencional é temporário, mas muitas vezes provoca sintomas como cansaço, depressão, ganho de peso, constipação, dores musculares e concentração reduzida. Outra forma de aumentar os níveis do TSH antes da radioiodoterapia é administrar uma forma injetável de TSH recombinante, conhecido como Thyrogen. Este medicamento é administrado injetável durante 2 dias seguidos, fazendo-se a radioiodoterapia no 3º dia.

Riscos da Iodoterapia

Apesar da eficácia no auxílio do tratamento do câncer de tireóide bem diferenciado, o tratamento como iodoterapia não é isento de riscos. Existem relatos de diversos sintomas após o tratamento.

Os efeitos colaterais a curto prazo podem incluir:

  • Sensibilidade no pescoço;
  • Náuseas e vômitos;
  • Inchaço e sensibilidade nas glândulas salivares;
  • Boca seca;
  • Alterações no paladar.

O corpo emitirá radiação por algum tempo assim que iniciar a iodoterapia. Dependendo da dose de iodo radioativo administrada, pode ser necessária a internação (isolamento) do paciente, geralmente em um quarto especial para impedir que outras pessoas sejam expostas à radiação. Alguns pacientes podem não necessitar de internação hospitalar. Ao receber alta após o tratamento, o paciente receberá instruções sobre como evitar que outras pessoas sejam expostas à radiação e por quanto tempo essas precauções devem ser tomadas. Essas instruções podem variar um pouco de um hospital para outro. Certifique-se de entende-las antes de ir para casa e se persistirem dúvidas pergunte a sua equipe médica.

Mascar chiclete ou chupar balas duras podem ajudar com problemas nas glândulas salivares. O tratamento com iodo radioativo também reduz a formação de lágrimas em alguns pacientes, secando os olhos. Se usar lentes de contato, pergunte ao seu médico quanto tempo você deve evitar seu uso.

Efeitos colaterais da Iodoterapia em homens e mulheres

Os homens que recebem grandes doses totais em função de muitos tratamentos com iodo radioativo podem ter uma diminuição da produção de esperma ou, raramente, tornam-se inférteis. O iodo radioativo também pode afetar os ovários da mulher, e algumas mulheres podem ter menstruações irregulares por até um ano após o tratamento.

Muitos médicos recomendam que as mulheres evitem engravidar no período de 6 meses a um ano após o tratamento. Não foram observados efeitos adversos em crianças nascidas de pais que receberam iodo radioativo no passado.

Tanto os homens como as mulheres que fizeram radioiodoterapia podem ter um risco ligeiramente aumentado de desenvolver leucemia no futuro. Os médicos discordam sobre exatamente de quanto este risco é aumentado, mas a maioria dos estudos mostraram que esta é uma complicação extremamente rara. Algumas pesquisas até sugerem que o risco de leucemia não pode ser significativamente aumentado.

Converse com seu médico se você tiver qualquer dúvida sobre os possíveis riscos e benefícios do tratamento.

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