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31 de outubro de 2016

Tireoidite de Hashimoto

A Tireoidite de Hashimoto é uma das doenças mais frequentes nas mulheres. É caracterizada pela presença de auto anticorpos que atacam a própria glândula tireóide. O seu nome é em homenagem a Hakaru Hashimoto, médico que descreveu a doença pela primeira vez em 1912. O resultado da ação destes anticorpos consiste na destruição das células da tireóide e na destruição dos folículos, com consequentemente liberação dos hormônios tireoidianos contidos nesses folículos em um primeiro momento. Posteriormente, como quase não há mais hormônios tireoidianos disponíveis, há uma redução funcional da tireóide. Os baixos níveis de hormômios tireoidianos circulantes estimulam a liberação de quantidades excessivas de TSH, que causam crescimento da glândula tireóide (veja mais no post  sobre hipotireoidismo). Sua prevalência é de 2% em mulheres e 0,3% em homens, ou seja, quase sete vezes mais comum em mulheres. Geralmente acomete na faixa etária entre os 20 e 40 anos. A maior parte dos pacientes acometidos não apresenta sintomas. Os sintomas associados ao hipotireoidismo são os mais frequentes. O tratamento é direcionado para o problema relacionado encontrado. Pode ser tratado cirurgicamente em casos onde há nódulos com crescimento ou características suspeitas. Em casos onde ocorre os sintomas de hipotireoidismo, devemos realizar a […]
25 de outubro de 2016

Bócio

Continuando nossos posts sobre as doenças da tireóide, vamos falar um pouco sobre os bócios. Bócio é definido como um aumento da glândula tireóide. Este aumento pode ser devido à nódulos, doenças inflamatórias (tireoidites) ou aumento difusos da glândula. A frequência de bócio multinodular chega a 30% da população mundial. Em 1990, mais de 650 milhões de pessoas no planeta eram afetadas por bócio, principalmente devido à carência de iodo em algumas regiões centrais da África e da China. No Brasil, em 1955, 20,7% das crianças em idade escolar apresentavam bócio endêmico. Este número caiu para 14,1% em 1974 devido às medidas de acréscimo de iodo ao sal de cozinha. Ainda assim, é bastante frequente o bócio em nosso meio, e a maioria dos casos é considerada para tratamento cirúrgico. Principalmente os bócios volumosos, que causam sintomas chamados de compressivos, gerando em alguns casos, dificuldades para deglutir e até respirar adequadamente. Nesses casos o profissional habilitado para tal é o cirurgião de cabeça e pescoço.