Notícias

24 de novembro de 2016

A Tireóide e a Gravidez

A tireoide é uma glândula muito importante também na gestação, pois está relacionada a todas as etapas desta fase da vida da mulher, desde a evolução até o nascimento. Os níveis dos hormônios da tireoide sofrem alterações fisiológicas durante a gestação. No primeiro trimestre ocorre um aumento na demanda da produção de hormônios tireoidianos. Apesar da tireóide se formar a partir da oitava semana de gestação, o feto ainda é dependente de hormônios tireoidianos maternos. Nesta etapa, ocorre o aumento da glândula em resposta ao aumento da demanda hormonal. O hipotireoidismo gestacional pode causar abortamento e trazer alterações importantes no feto, como alterações de desenvolvimento mental. A doença de Graves, que é uma afecção autoimune que causa aumento de produção de hormônios tireoidianos, é mais intensa no início da gestação e no pós-parto, sendo o tratamento medicamentoso mais recomendado, uma vez que a iodoterapia é contra-indicada durante o período gestacional. No pós-parto, a gestante tem novamente chances de desenvolver distúrbios da tireoide. Portanto, o acompanhamento antes, durante e após a gravidez é fundamental.   Clique aqui para agendar a sua consulta com o Dr. Rafael De Cicco
7 de novembro de 2016

O uso do Lugol previne Doenças Tireoidianas?

Muito se diz e propaga a respeito do uso do lugol, que é uma suplementação de iodo, para tratamento de doenças tireoidianas. Algumas pessoas alegam inclusive que o uso do lugol não é estimulado como deveria pela medicina tradicional, o que causaria maior número de doenças da tireóide. Infelizmente, na contramão da ciência, algumas pessoas estimulam o uso do iodo para prevenir doenças tireoidianas. Vamos aos fatos: O iodo é considerado um micronutriente com distribuição variável na crosta terrestre. Isto quer dizer que em algumas regiões geográficas, especialmente áreas montanhosas e regiões afastadas do litoral, podem ser carentes de iodo. Nossa tireoide usa cerca de 52 mcg (1000 mcg equivalem a 1 mg) de iodo todos os dias para fabricar o T4 (65% do peso em iodo) e o T3 (59% do peso em iodo). Para garantir o aporte correto deste nutriente, é recomendada uma ingestão diária de iodo de 150 mcg para adultos, 220 mcg para gestantes, 290 mcg para mulheres amamentando e 90-120 mcg para crianças de 1 a 13 anos de idade. Em nosso meio, a principal fonte de iodo é o sal de cozinha. No Brasil, por lei, cada quilo de sal possui de 15 a […]
31 de outubro de 2016

Tireoidite de Hashimoto

A Tireoidite de Hashimoto é uma das doenças mais frequentes nas mulheres. É caracterizada pela presença de auto anticorpos que atacam a própria glândula tireóide. O seu nome é em homenagem a Hakaru Hashimoto, médico que descreveu a doença pela primeira vez em 1912. O resultado da ação destes anticorpos consiste na destruição das células da tireóide e na destruição dos folículos, com consequentemente liberação dos hormônios tireoidianos contidos nesses folículos em um primeiro momento. Posteriormente, como quase não há mais hormônios tireoidianos disponíveis, há uma redução funcional da tireóide. Os baixos níveis de hormômios tireoidianos circulantes estimulam a liberação de quantidades excessivas de TSH, que causam crescimento da glândula tireóide (veja mais no post  sobre hipotireoidismo). Sua prevalência é de 2% em mulheres e 0,3% em homens, ou seja, quase sete vezes mais comum em mulheres. Geralmente acomete na faixa etária entre os 20 e 40 anos. A maior parte dos pacientes acometidos não apresenta sintomas. Os sintomas associados ao hipotireoidismo são os mais frequentes. O tratamento é direcionado para o problema relacionado encontrado. Pode ser tratado cirurgicamente em casos onde há nódulos com crescimento ou características suspeitas. Em casos onde ocorre os sintomas de hipotireoidismo, devemos realizar a […]
25 de outubro de 2016

Bócio

Continuando nossos posts sobre as doenças da tireóide, vamos falar um pouco sobre os bócios. Bócio é definido como um aumento da glândula tireóide. Este aumento pode ser devido à nódulos, doenças inflamatórias (tireoidites) ou aumento difusos da glândula. A frequência de bócio multinodular chega a 30% da população mundial. Em 1990, mais de 650 milhões de pessoas no planeta eram afetadas por bócio, principalmente devido à carência de iodo em algumas regiões centrais da África e da China. No Brasil, em 1955, 20,7% das crianças em idade escolar apresentavam bócio endêmico. Este número caiu para 14,1% em 1974 devido às medidas de acréscimo de iodo ao sal de cozinha. Ainda assim, é bastante frequente o bócio em nosso meio, e a maioria dos casos é considerada para tratamento cirúrgico. Principalmente os bócios volumosos, que causam sintomas chamados de compressivos, gerando em alguns casos, dificuldades para deglutir e até respirar adequadamente. Nesses casos o profissional habilitado para tal é o cirurgião de cabeça e pescoço.
3 de Janeiro de 2017

O que é a Punção de Tireóide?

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de nódulos de tireóide, é um procedimento bastante comum em nosso meio para auxiliar no diagnóstico dos nódulos tireoidianos. Na Punção Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (PAAF), uma agulha fina é inserida dentro da glândula tireoidiana, guiada por ultrassonografia, que garante que a agulha entrou no nódulo, aspirando ou succionando células e/ou liquido de nódulos tireoidianos ou massas para dentro da agulha. A amostra obtida é então avaliada para excluir ou afirmar a presença de células malignas ou suspeitas. A PAAF é um procedimento relativamente tranquilo, realizado em ambiente ambulatorial, sem anestesia ou com anestesia local. Não precisa de sedação ou até mesmo internação em ambiente hospitalar para ser realizada. Não necessita de qualquer preparo específico para o exame. Como possíveis complicações podem ocorrer os sangramentos, que são autolimitados, sem necessidade de nenhuma intervenção adicional, e a dor local, que é controlada com analgésicos após o procedimento. Importante ressaltar que nem todos os nódulos precisam ser puncionados. Nódulos pequenos, geralmente menores que 1 cm a 1,5 cm, que não tenham características suspeitas ao ultrassom, podem perfeitamente ser acompanhados por exame periódico. Já pacientes com história familiar, presença de características suspeitas ao exame de […]
26 de dezembro de 2016

O que é o Hipertireoidismo?

O hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o excesso da produção dos hormônios produzidos pela glândula tireóide: a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4). Como outras doenças da tireoide, o hipertireoidismo é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. É recomendado que as mulheres, especialmente acima de 40 anos, façam o auto-exame da tireoide regularmente. Isso é especialmente importante no hipertireoidismo, pois na maioria das vezes ocorre o aumento da glândula, sendo perceptível ao exame físico. Independentemente da causa, os sintomas do hipertireoidismo são sempre causados pelo excesso de T4L circulante, o que é uma consequência comum, seja por problema central ou na própria tireoide. O excesso de hormônio tireoidiano pode causar: • Ansiedade e irritabilidade; • Insônia; • Perda de peso sem perda do apetite (às vezes há aumento do apetite); • Taquicardia = aumento da frequência cardíaca acima dos 100 batimentos por minuto; • Arritmias cardíacas; • Tremores nas mãos; • Retração das pálpebras; • Suores e calor excessivo; • Perda de força muscular; • Diarreia ou aumento do número de evacuações; • Diminuição ou cessação da menstruação; • Bócio. A causa mais comum do hipertireoidismo é a Doença de […]