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20 de dezembro de 2016

O que é o Hipotireoidismo e quais são os sintomas?

O hipotireoidismo é a deficiência dos hormônios produzidos pela glândula tireóide: a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4). Como outras doenças da tireoide, o hipotireoidismo é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. É recomendado que as mulheres, especialmente acima de 40 anos, façam o auto-exame da tireoide regularmente. As causas do hipotireoidismo podem ser o déficit de Iodo; as inflamações ou tireoidites, sendo a de Hashimoto a mais comum; o déficit de Hormônio estimulante da Tireóide (TSH); alterações pós-parto e má formação tireoidiana. Entre os sintomas do hipotireoidismo estão: • Depressão; • Desaceleração dos batimentos cardíacos; • Intestino preso; • Menstruação irregular; • Diminuição da memória; • Cansaço excessivo; • Dores musculares; • Sonolência excessiva; • Pele seca; • Queda de cabelo; • Ganho de peso; • Aumento do colesterol no sangue. Na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção autoimune. O hipotireoidismo também afeta recém-nascidos. Nesses casos, o problema é diagnosticado pelo conhecido “Teste do Pezinho” e o tratamento deve ser iniciado imediatamente. As complicações causadas pelo hipotireoidismo são normalizadas por meio das prescrições do médico. O tratamento é a reposição […]
13 de dezembro de 2016

A glândula Tireóide Engorda?

Normalmente as pessoas acreditam que quem tem doenças de tireóide ganham massa. Isso nem sempre é uma verdade. De maneira geral, portadores de hipotireoidismo tendem a ganhar massa, e portadores de hipertireoidismo tendem a perdê-la devido às alterações das taxas de metabolismo corpóreo que essas doenças causam. Porém, há diversos graus de alterações da produção de hormônios, que nem sempre refletem no peso do indivíduo. Pacientes com hipotireoidismo discreto podem não perder massa, e pacientes com hipertireoidismo podem ter grande aumento do apetite, vindo até a ganhar massa. Além disso, desde que não haja interferência na produção de hormônios, a presença de nódulos não causa alterações de massa. E quando o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo estiverem tratados, o peso tende a se estabilizar. Assim, indivíduos submetidos à tireoidectomias (cirurgias de remoção parcial ou total da tireóide), não necessariamente irão ganhar massa, uma vez que terão controle hormonal adequado com o acompanhamento médico. Apesar de a obesidade ser uma doença muito frequente na população, e nem sempre está relacionada a problemas de tireóide, indivíduos que têm grandes ganhos ou grandes perdas de massa devem procurar atendimento médico especializado para investigar eventuais doenças da tireóide.   Clique aqui para agendar a sua consulta […]
6 de dezembro de 2016

O que é Nódulo de Tireóide?

Um nódulo de tireoide é uma massa de tecido tireoidiano que cresceu ou um cisto cheio de líquido que se forma na tireoide. Nódulos são muito comuns. As chances de desenvolver nódulos aumentam conforme envelhecemos. Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande (maior que 3-4 cm) pode, às vezes, causar dor, rouquidão ou atrapalhar a engolir ou respirar. A chance do nódulo de tireoide ser maligno é de cerca de 10%, portanto 90% dos nódulos são benignos. Por isso a necessidade de acompanhamento e investigação desses nódulos, assim que diagnosticados. A maioria dos nódulos da tireoide são encontrados durante um exame físico de rotina. Depois de um nódulo ser encontrado, o médico realizará testes de laboratório para saber sobre a função tireoidiana. Outros exames que são normalmente solicitados para melhor avaliação dos nódulos de tireoide são: -Ultrassonografia da tireoide; -Punção aspirativa por agulha fina (PAAF); -Cintilografia da tireoide. Dependendo do resultado dos exames e das características dos nódulos, pode ser indicada cirurgia ou somente acompanhamento periódico dos nódulos de tireoide.   Clique aqui para agendar a sua consulta com o Dr. Rafael De Cicco
28 de novembro de 2016

Doença de Graves

A doença de Basedow – Graves, também denominada bócio tóxico difuso ou somente por Doença de Graves, é uma doença autoimune que afeta a tireóide. Geralmente causa hipertiroidismo e também aumento da glândula, do qual é a causa mais comum. Os sinais e sintomas do hipertiroidismo podem incluir irritabilidade, fraqueza muscular, problemas de sono, ritmo cardíaco acelerado, pouca tolerância ao calor, diarreia e perda de peso. Entre outros sintomas estão o espessamento da pele nas pernas (região das canelas), uma condição denominada mixedema prétibial, e protuberância dos olhos, uma condição denominada oftalmopatia de Graves ou exoftalmia. Entre 25 a 80% das pessoas com a doença de Graves desenvolvem problemas oftálmicos. A causa exata não é clara. O mecanismo da doença tem origem num anticorpo denominado anti-receptor de TSH (TRAb), cujo efeito faz com que a tireóide produza hormônios da tireóide em excesso. O diagnóstico pode ser suspeitado com base nos sintomas e confirmado com análises ao sangue. Geralmente, na presença da doença os resultados revelam valores acima do normal de T3 e T4, valor baixo de TSH, aumento da concentração de radioiodo em todas as áreas da tireóide e a presença de TRAb em níveis elevados. Existem três principais opções […]
25 de Janeiro de 2017

Variante Folicular

Recentemente, muito se discute a respeito da extensão da cirurgia para câncer de tireóide, principalmente nos denominados carcinomas bem diferenciados. Dentre estes carcinomas, destaca-se o Carcinoma variante folicular encapsulado não invasor (EFVPTC). Estes tumores se comportam muito parecido com tumores benignos, com baixa taxa de recidiva (volta da doença). Nikiforov YE et al publicaram um artigo na revista JAMA Oncol em 14 em abril de 2016 sobre a revisão na nomenclatura dos EFVPTCs. Os autores participaram de uma conferência da Sociedade de Patologia Endócrina para reavaliação de EFVPTC não invasivo em Boston em março de 2015, e renomearam estes tumores para neoplasia tireoide folicular não invasiva com aspectos nucleares de semelhança papilífera em inglês Noninvasive Follicular Thyroid Neoplasm with Papillary-like Nuclear Features (NIFPT), caracterizado por: Encapsulamento ou demarcação clara do tumor do tecido tireoidiano adjacente sem nenhuma invasão; Um padrão de crescimento folicular; A expressão pelo menos moderada de aspectos nucleares do carcinoma papilífero. A renomeação do EFVPTC não invasivo para NIFTP é uma mudança apropriada e adequada. Ao remover a palavra câncer, o termo NIFPT reconhece o baixo potencial de malignidade. Com isso, tratamento cirúrgico mais restrito, como tireoidectomias parciais, ou, evitar a Radioiodoterapia podem ser realizadas sem prejuízo […]
10 de Janeiro de 2017

Resultado da Punção de Tireóide

Com o objetivo de padronizar os resultados das punções aspirativas que eram realizadas nos nódulos tireoidianos, o NCI (National Cancer Institute), promoveu uma conferência multidisciplinar em 2007 a fim de se discutir a classificação das punções aspirativas de tireóide. O resultado dessa reunião foi a publicação do Sistema Bethesda para Laudos Citopatológicos de tireóide. Este sistema prevê a classificação das amostras em seis classes: Classe I – Amostra não diagnóstica; Classe II – Benigno; Classe III – Atipia de significado indeterminado / lesão folicular de significado indeterminado; Classe IV – Suspeito de neoplasia folicular; Classe V – Suspeito de malignidade; Classe VI – Maligno. Classe I: Material não suficiente para preencher os critérios de representatividade do parênquima tireoidiano. O procedimento deve ser refeito, porém, há possibilidade de o material ser insuficiente novamente. Classe II: Benigno. Neste caso o risco de malignidade varia de 0 a 3%. Classe III: O termo indeterminado traduz uma incerteza se a lesão é maligna ou benigna e é resultado da limitação intrínseca do método citopatológico. Risco de malignidade entre 5 e 15%. A recomendação atual nestes casos, é repetir a punção de 3 a 6 meses. Classe IV: Da mesma forma que na classe III, há […]