Notícias

25 de Janeiro de 2017

Variante Folicular

Recentemente, muito se discute a respeito da extensão da cirurgia para câncer de tireóide, principalmente nos denominados carcinomas bem diferenciados. Dentre estes carcinomas, destaca-se o Carcinoma variante folicular encapsulado não invasor (EFVPTC). Estes tumores se comportam muito parecido com tumores benignos, com baixa taxa de recidiva (volta da doença). Nikiforov YE et al publicaram um artigo na revista JAMA Oncol em 14 em abril de 2016 sobre a revisão na nomenclatura dos EFVPTCs. Os autores participaram de uma conferência da Sociedade de Patologia Endócrina para reavaliação de EFVPTC não invasivo em Boston em março de 2015, e renomearam estes tumores para neoplasia tireoide folicular não invasiva com aspectos nucleares de semelhança papilífera em inglês Noninvasive Follicular Thyroid Neoplasm with Papillary-like Nuclear Features (NIFPT), caracterizado por: Encapsulamento ou demarcação clara do tumor do tecido tireoidiano adjacente sem nenhuma invasão; Um padrão de crescimento folicular; A expressão pelo menos moderada de aspectos nucleares do carcinoma papilífero. A renomeação do EFVPTC não invasivo para NIFTP é uma mudança apropriada e adequada. Ao remover a palavra câncer, o termo NIFPT reconhece o baixo potencial de malignidade. Com isso, tratamento cirúrgico mais restrito, como tireoidectomias parciais, ou, evitar a Radioiodoterapia podem ser realizadas sem prejuízo […]
10 de Janeiro de 2017

Resultado da Punção de Tireóide

Com o objetivo de padronizar os resultados das punções aspirativas que eram realizadas nos nódulos tireoidianos, o NCI (National Cancer Institute), promoveu uma conferência multidisciplinar em 2007 a fim de se discutir a classificação das punções aspirativas de tireóide. O resultado dessa reunião foi a publicação do Sistema Bethesda para Laudos Citopatológicos de tireóide. Este sistema prevê a classificação das amostras em seis classes: Classe I – Amostra não diagnóstica; Classe II – Benigno; Classe III – Atipia de significado indeterminado / lesão folicular de significado indeterminado; Classe IV – Suspeito de neoplasia folicular; Classe V – Suspeito de malignidade; Classe VI – Maligno. Classe I: Material não suficiente para preencher os critérios de representatividade do parênquima tireoidiano. O procedimento deve ser refeito, porém, há possibilidade de o material ser insuficiente novamente. Classe II: Benigno. Neste caso o risco de malignidade varia de 0 a 3%. Classe III: O termo indeterminado traduz uma incerteza se a lesão é maligna ou benigna e é resultado da limitação intrínseca do método citopatológico. Risco de malignidade entre 5 e 15%. A recomendação atual nestes casos, é repetir a punção de 3 a 6 meses. Classe IV: Da mesma forma que na classe III, há […]
3 de Janeiro de 2017

O que é a Punção de Tireóide?

A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de nódulos de tireóide, é um procedimento bastante comum em nosso meio para auxiliar no diagnóstico dos nódulos tireoidianos. Na Punção Biópsia Aspirativa com Agulha Fina (PAAF), uma agulha fina é inserida dentro da glândula tireoidiana, guiada por ultrassonografia, que garante que a agulha entrou no nódulo, aspirando ou succionando células e/ou liquido de nódulos tireoidianos ou massas para dentro da agulha. A amostra obtida é então avaliada para excluir ou afirmar a presença de células malignas ou suspeitas. A PAAF é um procedimento relativamente tranquilo, realizado em ambiente ambulatorial, sem anestesia ou com anestesia local. Não precisa de sedação ou até mesmo internação em ambiente hospitalar para ser realizada. Não necessita de qualquer preparo específico para o exame. Como possíveis complicações podem ocorrer os sangramentos, que são autolimitados, sem necessidade de nenhuma intervenção adicional, e a dor local, que é controlada com analgésicos após o procedimento. Importante ressaltar que nem todos os nódulos precisam ser puncionados. Nódulos pequenos, geralmente menores que 1 cm a 1,5 cm, que não tenham características suspeitas ao ultrassom, podem perfeitamente ser acompanhados por exame periódico. Já pacientes com história familiar, presença de características suspeitas ao exame de […]
26 de dezembro de 2016

O que é o Hipertireoidismo?

O hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o excesso da produção dos hormônios produzidos pela glândula tireóide: a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4). Como outras doenças da tireoide, o hipertireoidismo é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade. É recomendado que as mulheres, especialmente acima de 40 anos, façam o auto-exame da tireoide regularmente. Isso é especialmente importante no hipertireoidismo, pois na maioria das vezes ocorre o aumento da glândula, sendo perceptível ao exame físico. Independentemente da causa, os sintomas do hipertireoidismo são sempre causados pelo excesso de T4L circulante, o que é uma consequência comum, seja por problema central ou na própria tireoide. O excesso de hormônio tireoidiano pode causar: • Ansiedade e irritabilidade; • Insônia; • Perda de peso sem perda do apetite (às vezes há aumento do apetite); • Taquicardia = aumento da frequência cardíaca acima dos 100 batimentos por minuto; • Arritmias cardíacas; • Tremores nas mãos; • Retração das pálpebras; • Suores e calor excessivo; • Perda de força muscular; • Diarreia ou aumento do número de evacuações; • Diminuição ou cessação da menstruação; • Bócio. A causa mais comum do hipertireoidismo é a Doença de […]
7 de Fevereiro de 2017

Complicações da cirurgia da Tireóide – Parte 2

De uma forma geral, a cirurgia de tireóide evolui bem, com raras complicações, mas algumas complicações podem ocorrer. Lembramos que toda cirurgia envolve risco de complicações, e as principais complicações relacionadas a este procedimento são as seguintes: Hipocalcemia Junto à glândula tireóide, existem as glândulas paratireóides, que em geral são em número de 4. Elas são responsáveis pela produção de um hormônio (PTH) que regula o nível de cálcio no sangue. Após uma tireoidectomia, pode haver uma diminuição temporária ou definitiva da função destas glândulas, levando à queda dos níveis de cálcio no sangue (hipocalcemia). Felizmente, é muito raro ocorrer uma deficiência definitiva na função que é chamada de hipoparatireoidismo definitivo e quase sempre está associada com a tireoidectomia total. O paciente pode apresentar sintomas como: formigamentos nas mãos, nos pés, ao redor dos lábios e nas orelhas que podem evoluir para câimbras. O tratamento consiste em receber grandes doses de cálcio e Vitamina D. Raramente estes sintomas ocorrem em tireoidectomias parciais. Cicatriz Todo corte sobre a pele produz uma cicatriz. Contudo, dificilmente as cicatrizes de tireoidectomia produzem marcas com mau resultado estético, pelo contrário, são normalmente discretas. O tamanho da incisão cirúrgica varia de 3 a 15 cm, dependendo […]
1 de Fevereiro de 2017

Complicações da cirurgia da Tireóide – Parte 1

De uma forma geral, a cirurgia de tireóide evolui bem, com raras complicações, mas algumas complicações podem ocorrer. Lembramos que toda cirurgia envolve risco de complicações, e as principais complicações relacionadas a este procedimento são as seguintes: Hematoma É uma complicação que pode por em risco a vida do paciente. Apesar da grande preocupação do médico para que não haja sangramento no pós-operatório, pode ocorrer um acúmulo de sangue no local operado (hematoma), podendo levar à dor e dificuldade de respirar. Esta é uma condição que tem de ser avaliada imediatamente pelo cirurgião, que pode até decidir reoperar, em caráter de urgência. Em alguns casos pode ser utilizado o dreno no pós operatório. Não utilizar o dreno não aumenta o risco de hematoma, estando a critério do cirurgião o seu uso. Alterações da Voz Um em cada 10 pacientes que são operados da glândula tireóide, apresenta alguma alteração temporária na voz, enquanto que 1 em cada 250 paciente, pode evoluir com alterações definitivas. Isto ocorre devido à proximidade da glândula com os nervos responsáveis pelos movimentos das cordas vocais. Estas mudanças na voz podem ser rouquidão, dificuldade em alcançar notas agudas ou cansaço ao falar. Normalmente regridem em algumas semanas, […]